terça-feira, 6 de abril de 2010

Secretaria de Transportes abre licitação para 500 novas permissões de táxi


(30/03/2010 - 11:20) - Secretaria de Transportes


A Secretaria de Transportes lança Edital de Concorrência N.º 002/2010 que outorga a concessão de 500 novas permissões de táxi por um período de quinze anos, prorrogável por igual período. O aviso foi publicado hoje (30), no Diário Oficial do Distrito Federal.
Do total de permissões concedidas, cinco permissões, que representam 1%, serão destinadas a carros adaptados para portadores de necessidades especiais. Outras 425 permissões (75%) são para pessoas físicas e as 75 restantes (15%) para pessoas jurídicas (empresas cujo objeto seja o transporte individual de passageiros). A licitação é a primeira realizada no Distrito Federal.
Os critérios de pontuação serão computados de acordo com o tempo como motorista de táxi ou como profissional autônomo na área de transportes; tempo de habilitação; tipo de carteira de habilitação; ano de fabricação do veículo (somente veículos a partir de 2003); curso de língua estrangeira (devidamente reconhecido e com no mínimo 40h de carga horária); curso de qualificação (realizado em alguma instituição credenciada pela ST ou no SESI, SEST, SENAT, SENAI, SESC, e com no mínimo 20h de carga horária) e constar na habilitação “exerce atividade remunerada”. A pontuação será calculada e os que alcançarem mais pontos serão os vencedores.
O edital de concorrência estará disponível, gratuitamente, a partir de segunda-feira (5), no site www.st.df.gov.br, ou na sede da ST, anexo ao Palácio do Buriti, 15º andar, sala nº 1.501, entre 9h às 12h e 14h às 17h, mediante apresentação do comprovante de pagamento do valor de R$ 50,00 no DAR 8608, do Banco de Brasília S.A – BRB.
Os envelopes de Habilitação e de Propostas técnicas deverão ser protocolados e entregues de 9h às 17h, do dia 20 de maio de 2010, no Auditório do Departamento de Estrada e Rodagem – DER/DF, situado no Setor de Áreas Isoladas Norte – SAIN, Edifício Sede, Bloco C, em Brasília/DF, não sendo admitido seu encaminhamento por via postal. Maiores informações poderão ser fornecidas pelo telefone nº (061) 3363-7350 ou 8408-2220, em horário comercial.
Mais Informações: Ascom/ST






segunda-feira, 5 de abril de 2010

BR-020 tem mais um trecho liberado


Jornal Alô Brasília

01/04/2010

O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) do DF e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) liberou ontem (31), mais nove quilômetros duplicados da rodovia BR 020 para o tráfego, no trecho que vai de Planaltina ao viaduto de acesso aos municípios goianos de Alto Paraíso e São Gabriel. Esse trecho completa a duplicação entre Planaltina e Formosa (GO), já que em dezembro do ano passado 2009 foi entregue o segmento do acesso a Alto Paraíso até Formosa.

A BR-020 é uma rodovia federal que liga o Distrito Federal ao Nordeste. Além da duplicação de 33 km, entre Planaltina a Formosa, estão sendo implantadas vias marginais que vão do Balão do Colorado até a saída norte de Sobradinho. As marginais terão duas faixas e facilitarão o acesso aos condomínios da região. No total, são 43 km de pistas duplas atualmente em obras.

A obra é resultado de um convênio assinado entre o Dnit e o DER/DF e custará cerca de R$ 94 milhões, sendo 10% de contrapartida do GDF.

O projeto envolve ainda a construção de cinco novos viadutos. Do Balão do Colorado a Sobradinho, serão construídos três deles, que eliminarão os retornos dos quilômetros 2, 4 e 8. Na entrada de Planaltina, está sendo construído um quarto viaduto. O quinto viaduto do projeto será erguido no entroncamento com a DF-100, próximo à divisa com Goiás. Toda a rodovia foi restaurada e teve sua sinalização atualizada.

domingo, 4 de abril de 2010

Programa Minha Casa, Minha Vida faz o preço dos imóveis disparar



Quem é pobre vê o sonho ficar distante e o governo não tem saída para o pesadelo

Mariana Branco - Correio Braziliense
Publicação: 04/04/2010 09:44
No Condomínio Total Ville, em Santa Maria, o valor inicial de imóveis construídos pelo programa varia de R$ 94,4 mil a R$ 150 mil - (Adauto Cruz/CB/D.A Press )
No Condomínio Total Ville, em Santa Maria, o valor inicial de imóveis construídos pelo programa varia de R$ 94,4 mil a R$ 150 mil
Criado para garantir o acesso à casa própria pela população de baixa renda, por meio de imóveis baratos e condições facilitadas de financiamento, o programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, aqueceu o mercado da construção civil e imobiliário no Distrito Federal e Entorno. A proliferação de canteiros de obras e os muitos fechamentos de contratos de empréstimo sinalizam que o plano está caminhando. O movimento natural de aumento da demanda e de urbanização de zonas desocupadas causou um efeito colateral negativo no DF e nas cidades goianas mais próximas: o preço de imóveis e terrenos disparou no período de um ano. O fenômeno é alvo de queixas da população e motivo de desconforto para o poder público. 

A valorização acentuada dos imóveis pode ser verificada com clareza em Planaltina de Goiás, cidade a 80 quilômetros de distância da capital federal. Lá, casas de dois e três quartos nos setores Leste e Oeste, que há um ano custavam entre R$ 40 mil e R$ 50 mil, hoje estão no mercado por valores que vão de R$ 75 mil a R$ 100 mil, de acordo com os moradores da cidade e de regiões próximas. As imobiliárias confirmaram o movimento de alta dos preços.

Os setores Leste e Oeste ficam próximos à área central do município e são bairros nobres de Planaltina-GO. Mas, mesmo em áreas mais afastadas, os preços estão salgados. A União Alves Imobiliária, uma pequena construtora, ofereceu, por telefone, casas de dois quartos no loteamento Santa Rita, no Setor Norte, por R$ 80 mil. Um funcionário disse que os imóveis são destinados ao Minha Casa, Minha Vida e estarão prontos em um ou dois meses. Ele admitiu que a área é distante do centro, mas disse que fica próxima ao Batalhão da Polícia Militar e a alguns supermercados. 

Ponto de partida 
Em Santa Maria, no DF, primeira cidade do país a firmar convênio com o governo federal para a implantação do Minha Casa, Minha Vida, o condomínio Total Ville, de apartamentos e casas destinados ao programa, tem apartamentos de dois quartos a R$ 94,4 mil, e casas de três quartos por valores a partir de R$ 150 mil. O empreendimento, da construtora Direcional, ainda está na planta e tem previsão de entrega em 2012. Ele fica às margens da BR-040, e não no interior da cidade. Imobiliárias informaram ao Correio que, há um ano, os imóveis custavam entre R$ 70 mil e R$ 80 mil perto da região central de Santa Maria. Hoje, não saem por menos de R$ 98 mil. A média de preços na região é mais elevada porque o metro quadrado do Distrito Federal é mais caro do que o de Goiás. 

Em Valparaíso de Goiás, a 30 quilômetros de Brasília, e em Luziânia, a 66 quilômetros da capital, que também têm projetos do Minha Casa, Minha Vida, os preços de imóveis subiram igualmente. Na primeira cidade, imóveis na faixa de R$ 60 mil há um ano hoje custam R$ 75 mil e até R$ 100 mil. Em Luziânia, os preços saltaram de R$ 50 mil para valores entre R$ 60 mil e R$ 75 mil. 

Valores seguem na contramão
O frentista Ilton Corrêa, 43 anos, não pode se candidatar a um financiamento do Minha Casa, Minha Vida porque tem um imóvel e um terreno. Mas foi afetado pela alta do preço dos imóveis no DF e Entorno. Ilton mora em uma casa em seu nome em Planaltina de Goiás e tem um lote em Sobradinho (DF), no valor aproximado R$ 110 mil. Nele, familiares, sem dinheiro para construir, se acomodam em barracos de madeirite. A intenção do frentista era vender o terreno do DF e adquirir duas casas para as filhas em Planaltina-GO, na faixa de R$ 40 mil cada. Com os novos valores do mercado de imóveis no município vizinho, entretanto, o sonho tornou-se impossível. 

Um outro morador de Sobradinho, que prefere não se identificar, conseguiu sair do aluguel no DF para uma moradia própria em Planaltina de Goiás, utilizando o programa Minha Casa, Minha Vida. Mas adquirir uma casa na cidade goiana saiu mais caro do que ele imaginava. 

Ronaldo (nome fictício), 27 anos, é auxiliar de escritório e tem renda de R$ 1,5 mil, complementada eventualmente por serviços temporários. Ele ficou animado quando um colega de trabalho contou que, em março do ano passado, adquiriu uma casa de três quartos em Planaltina-GO por R$ 50 mil e decidiu que iria morar na cidade. Teve crédito de R$ 60 mil e subsídio de R$ 23 mil aprovados na Caixa Econômica e saiu à cata de uma boa casa há cerca de três meses. Mas só encontrou imóveis com preços entre R$ 80 mil e R$ 100 mil, após bater na porta de quatro imobiliárias. Acabou ficando com uma casa de particular no Setor Leste, ao custo de R$ 80 mil, com dois quartos em lugar dos três que queria. Ele vai pagar prestações de R$ 462. 


Para saber mais
Plataforma de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Minha Casa, Minha Vida foi lançado em 2009 no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O incentivo à construção civil teve dois objetivos: dar fôlego ao setor durante a crise econômica de 2008 e 2009 e servir de vitrine à candidatura à Presidência da ministra Dilma Rousseff (PT). Na primeira etapa, a União destinou R$ 16 bilhões à cadeia produtiva e R$ 1 bilhão para crédito aos consumidores. A segunda etapa contará com R$ 71,7 bilhões para a construção de 2 milhões de casas em quatro anos.

sábado, 3 de abril de 2010

Sem revitalização, Setor Comercial Sul está praticamente abandonado


Asa Sul »
O local, que já foi o principal ponto de escritórios do Plano, hoje sofre com a decadência urbana. Prédios e praças não têm manutenção

Mara Puljiz - Correio Braziliense
Publicação: 03/04/2010 08:32 Atualização: 03/04/2010 11:08
Quando passa entre as praças e edifícios do Setor Comercial Sul, o aposentado José Aldemir Holanda, 66 anos, não se conforma com as inúmeras pichações, a sujeira, infiltração nas paredes dos blocos, carros em fila dupla, tripla e os estacionamentos tomados por flanelinhas. A quantidade de moradores de rua deitados pelas calçadas e pedintes também assusta. O tempo em que José podia caminhar por ali com tranquilidade — há cerca de 20 anos — ficou mesmo no passado. “Trabalhei como bancário no Setor Comercial Sul durante muitos anos, mas naquela época eu conseguia estacionar o carro e tomar cerveja com os amigos depois do serviço. Fazer isso hoje em dia nem pensar”, lamentou.

Mas o setor um dia teve seu glamour. Nas décadas de 60 e 70, os edifícios espalhados pelo local eram procurados por várias autoridades que queriam montar seus escritórios. Até mesmo o ex-presidente Juscelino Kubitschek tinha uma sala no Edifício Denasa, na quadra 2. Hoje, não é difícil encontrar empresários migrando para outros setores menos movimentados, porém, mais seguros e organizados. Parte da beleza característica do Setor Comercial Sul, projetado pelo urbanista Lúcio Costa, também desapareceu. Quem olha para a maioria dos prédios se depara com uma pintura apagada e paredes manchadas pela água da chuva e do ar-condicionado.

Mais de 50 mil pessoas circulam todos os dias pelas calçadas que estão entre as mais antigas da capital federal. É gente de todo o tipo, de todas as classes sociais e credos que transitam diariamente pelos 40 mil metros quadrados do setor. A vida não para no Setor Comercial Sul. O movimento no comércio começa antes mesmo das 6h e só esfria depois das 18h, quando a correria abre espaço para os perigos da vida noturna. Traficantes se escondem pelos becos e a prostituição toma conta dos corredores dos edifícios. Segundo o comandante da Polícia Militar do DF, coronel Luiz Fonseca, as operações ocorrem com frequência.

Entre as questões mais difíceis está o tratamento com o menor infrator autores de furtos na localidade. “A polícia faz o papel dela, mas nosso trabalho é de enxugar gelo porque 80% daqueles que são levados para a delegacia acabam sendo soltos”, disse. Muito mais que a repressão contra as drogas, Fonseca avalia que a situação não vai mudar enquanto o Estado não encarar o problema como saúde pública e encaminhar esses jovens para tratamento do vício.

Quando se pensa em Setor Comercial Sul, difícil não lembrar do trânsito complicado. Estacionar é uma missão difícil e muitas pessoas não encontram outra alternativa a não ser entregar a chave para os flanelinhas. Em 2008, o governo anunciou a criação de 1,5 mil vagas subterrâneas de estacionamento, mas o projeto até agora não saiu do papel.

A três semanas de completar 50 anos, Brasília não deverá cumprir todas as promessas de revitalização. No Setor Comercial Sul, apenas duas obras estão em execução: a de renovação do meio -fio, calçadas e plantio de plantas nas praças. Mas os comerciantes e lojistas reclamam dos transtornos causados em razão das obras. As calçadas antigas, por exemplo, começaram a ser trocadas no ano passado, mas até agora apenas a área central foi concluída.

O prefeito comunitário, Fernando Raposo, reconhece que ainda é preciso fazer muito para revitalizar o setor, mas fez questão de lembrar que já conta com algumas melhorias, principalmente no que se refere à presença de camelôs e à acessibilidade no local. “Desde 2008, não tem mais ambulante obstruindo a passagem de pedestres”, destacou. De acordo com a administradora de Brasília, Eliana Klarmann, a primeira etapa de revitalização inclui melhoria da iluminação, das calçadas e plantio de árvores. “Queremos trazer um novo dinamismo para o Setor Comercial Sul, respeitando o projeto original. Mas algumas questões não dependem apenas da administração”, destacou. Ela acredita que esses trabalhos sejam concluídos até 21 de abril, quando a capital completa seu cinquentenário.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Obras de infraestrutura do Parque Tecnológico são inauguradas nesta quarta




Publicação: 31/03/2010 17:09 Atualização: 31/03/2010 17:10
O processo de construção do Parque Tecnológico Capital Digital, próximo à Granja do Torto e à residência oficial do presidente da república, teve início na manhã desta quarta-feira (31/3). Trata-se de um novo polo para cerca de 2 mil empresas da tecnologia da inovação, comunicação e telecomunicação

As obras inauguradas hoje são parte da infraestrutura (pavimentação, drenagem, água e esgoto) do parque, que tem 133 hectares de área já podada. Contudo, a ideia da Secretaria de Ciência e Tecnologia do GDF é que as primeiras construções já comecem ainda neste primeiro semestre.

Estiveram presentes na cerimônia de lançamento das obras o secretário de Ciência e Tecnologia, Izalci Lucas, o primeiro vice-presidente da Federação das Indústrias de Brasília (Fibra), Ricardo Caldas, o secretário de obras do GDF, Jaime Alarcão, além de prefeitos comunitários e integrantes de associações dos moradores.

"Está prevista a instalação de cerca de 2 mil empresas de inovação, com investimentos que deverão atingir, no total, aproximadamente R$ 7 bilhões. Só nesta primeira fase de instalação, o investimento sobre o qual estamos baseando nossos cálculos ultrapassa a casa de R$ 1 bilhão", comenta Izalci sobre o novo polo tecnológico de Brasília.

Faixa de pedestres completa 13 anos e a Polícia Militar comemora junto à população



Roberta Abreu
Publicação: 30/03/2010 20:20
No próximo dia 1º, a faixa de pedestres comemora 13 anos de existência. Para a data não passar em branco, a Polícia Militar do DF vai realizar, nesta quarta-feira (31/3), a operação "A faixa está viva". Em diversas faixas da capital, policiais militares do BPTrans e do Teatro Rodovia farão campanhas e, além de fiscalizar o tráfego, vão orientar os usuários das vias, pedestres e motoristas, quanto à necessidade de respeitar a legislação de trânsito. Às 12h30, um bolo será cortado em frente ao Conic, com a presença de autoridades e da população.

A comemoração foi antecipada em função do feriado da Semana Santa. Segundo o  tenente coronel Alessandro Venturim, comandante do Batalhão de Trânsido da PM, a faixa de pedestres é um marco para o trânsito do DF. "O respeito ao pedestre começou em 97 e ao longo dos anos salvou muitas vidas", afirma Venturim. De acordo com ele, os brasilienses se acostumaram com a faixa. "Mesmo assim, sentimos uma necessidade de revigorar esse respeito e nesta quarta será lançada uma nova campanha, 'Respeito ao pedestre, não deixe apagar essa marca'", avisa.

No início do dia, duas faixas de pedestres, no Conic e em fente ao shopping Conjunto Nacional, contarão com a presença dos policiais. A partir daí, cerca de 40 faixas espalhadas pelo Plano Piloto serão fiscalizadas. Para educar de forma criativa, o Grupo de Educação para o Trânsito – Teatro Rodovia - realizará uma Blitz Educativa, onde pedestres e motoristas serão abordados de forma lúdica proporcionando a aproximação entre a Polícia Militar e a comunidade.

domingo, 28 de março de 2010

Ceilândia comemora 39 anos de fundação



Cidade nasceu após a criação da Campanha de Erradicação das Invasões – CEI – e acabou ganhando a designação lândia que significa cidade em inglês

Tamanho da Fonte    Manoela Vinente
msouza@jornalcoletivo.com.br
  Redação Jornal Coletivo
Os moradores locais ainda têm tempo para jogos ao ar livre na praça e vivem, apesar do crescimento dos bairros, como se estivessem em uma cidade do interior, com qualidade de vidaFoto: Rúbio GuemarãesOs moradores locais ainda têm tempo para jogos ao ar livre na praça e vivem, apesar do crescimento dos bairros, como se estivessem em uma cidade do interior, com qualidade de vida
Em 1969, com apenas nove anos de fundação, Ceilândia já tinha quase 80 mil pessoas, que moravam em barracos que pareciam favelas. No mesmo ano foi criada a Campanha de Erradicação das Invasões (CEI) presidida pela primeira-dama, dona Vera de Almeida Silveira. Em 1971, já estavam demarcados 17.619 lotes, ao norte de Taguatinga nas antigas terras da Fazenda Guariroba, de Luziânia (GO). Para a transferência dos 80 mil moradores, a Novacap fez a demarcação dos lotes em 97 dias, com início em 15 de outubro de 1970.   

Em 27 de março de 1971, o governador em exercício Hélio Prates  lançava a pedra fundamental da nova cidade, hoje local onde está a Caixa-d’água, com o nome de Ceilândia, inspirado na sigla CEI e lândia, de origem norte-americana que significa cidade. A primeira família assentada foi na QNM 23, Conjunto P, Lote 12, Ceilândia Sul.

Em nove meses, a transferência das famílias estava concluída, com as ruas abertas em torno do projeto urbanístico, dois eixos cruzados em ângulo de 90 graus, formando a figura de um barril. Nos primeiros tempos foi um drama. A população carecia de água, de iluminação pública, de transporte coletivo, e lutava contra a poeira, a lama e as enxurradas.

E em 2010, Ceilândia faz 39 anos ainda com muitos problemas de acordo com seus moradores, que reclamam da falta de segurança e da sujeira no centro e nas quadras. Ceilândia hoje é bem movimentada, mas antigamente não se podia andar pelas calçadas da Avenida Hélio Prates por causa dos camelôs, que foram todos retirados e colocados no Shopping Popular. O governo construiu também o restaurante comunitário e posto policial no espaço deixado pelos ambulantes. “Melhorou muito, mas a limpeza nas ruas tem que ter mais atenção da administração”, diz Maria das Graças.  Ontem, aconteceu a 4ª Copa de Futsal, no Sesc de Ceilândia. Hoje, a programação inclui a Corrida do Coração, que chega à 5ª edição, o Desfile Cívico, no Ceilambódromo, e o Campeonato de Futebol Society de Ceilândia, na praça poliesportiva. A expectativa é que cerca de 20 mil pessoas participem da comemoração.